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Transplante capilar (calvice)

Transplante capilar (calvice)

O transplante capilar para tratamento de calvice trata-se do procedimento para tratar certos tipos de queda de cabelos. Em princípio, devem-se diferenciar as variadas causas da queda, pois, em alguns casos, o tratamento deve ser clínico e não cirúrgico. Uma avaliação criteriosa geral e dermatológica é importante para esse esclarecimento.

CÁLVICE

No homem a causa da calvície geralmente é androgênica, ou seja, relativa à atuação dos hormônios masculinos em receptores celulares localizados nos bulbos capilares. Uma enzima nesses receptores altera a conformação dos androgênios, induzindo à queda dos cabelos. Esses receptores não costumam estar presentes nas áreas laterais e posteriores do couro cabeludo, então essas regiões não sofrem calvície.

A calvície androgênica é hereditária e também acomete algumas mulheres. Ela é classificada em sete graus, dependendo do avanço da queda dos fios ao longo do couro cabeludo.

Quando a calvície se instala de maneira abrupta, a estética do (a) indivíduo fica comprometida, mas o impacto emocional acaba também afetando sua vida profissional, social e afetiva. Quando a queda de cabelo começa mais tardiamente (em torno dos 45 anos), esse impacto também é forte e as pessoas buscam o tratamento.

A CIRURGIA

A cirurgia apenas repara as áreas calvas, preenchendo-as com transplantes de fios retirados das áreas onde há pouca interferência hormonal. Ou seja, a cirurgia não interrompe o processo da calvície. Os fios transplantados crescem efetivamente, mas, com o envelhecimento inevitável, eles ficarão mais finos. Assim, pode-se discutir a possibilidade de um segundo ou terceiro procedimento de transplante capilar, de acordo com o avanço da queda de cabelo. Inclusive, quanto maior a área calva, maiores são as chances de serem necessárias duas ou três cirurgias para que se alcance o melhor resultado possível. Isto se dá porque a área doadora está limitada pela distensibilidade do couro cabeludo e densidade de fios. O intervalo entre essas intervenções são de geralmente oito meses a um ano.

Informações Adicionais de Transplante de Cabelo

Poderá ocorrer diminuição da sensibilidade na área doadora, que geralmente volta ao normal em alguns meses, e outras intercorrências, como pústulas, cistos, granulomas, alterações cicatriciais e até uma rarefação capilar transitória na área doadora. Ainda mais raras são aquelas intercorrências possíveis em qualquer intervenção cirúrgica, tais como abertura de pontos, necrose (mortes) de pele, infecções, dificuldades circulatórias com o trombo-embalismo, processos alérgicos de variados graus e até mesmo o risco de vida. Todas elas são, geralmente, bem resolvidas e não devem preocupar o paciente, que deverá lembrar-se de que todas as dúvidas podem ser esclarecidas em qualquer momento com o cirurgião. Tais esclarecimentos deixarão o paciente mais tranquilo para conduzir da melhor forma possível o pós-operatório.

As intercorrências poderão interferir no resultado final em maior ou menor grau, independentemente da técnica cirúrgica e da condução do tratamento dessas pelo cirurgião. Por exemplo: deiscência de sutura (abertura de pontos), que poderá deixar uma cicatriz ruim no futuro.

A Cirurgia de Calvície

O método de transplante com “micro e minigrafts” é eficiente e traz resultados satisfatórios, ao contrário da técnica de implantação de “tufos” de cabelos que podem dar uma aparência de cabelo de boneca. São confeccionados enxertos de várias formas, desde aqueles com um fio até com 3 a 4 fios cada enxerto. Os resultados são extremamente variáveis de acordo com fatores diversos, tais como cor, textura, espessura, densidade da área doadora e área a ser transplantada. Dessa forma, não é razoável comparar resultados de forma aleatória, desconsiderando-se todos esses fatores.

A cirurgia é realizada sob anestesia local e sedação, ou mesmo a geral (casos específicos recomendados pela equipe médica), e a duração é variável de acordo com a área glabra a ser reparada. Em geral, a cirurgia dura cerca de 4 a 5 horas, afora o tempo de preparação e recuperação pós-anestésica. Geralmente é realizada em caráter ambulatorial, podendo o paciente receber alta hospitalar no mesmo dia.

Retira-se uma fita de couro cabeludo da região posterior da cabeça, podendo ir de uma orelha à outra. A área doadora é suturada (fechada com pontos) e, então, inicia-se a separação dos fios a serem transplantados. De acordo com uma marcação feita, previamente combinada com o paciente, os fios vão sendo introduzidos na área calva com a ajuda de agulhas ou lâminas especiais. No final são feitos curativos, cobrindo a cabeça com uma bandagem que deverá ser mantida por 1 ou 2 dias. Após isto, retira-se essa bandagem, autorizando a lavagem da cabeça com xampu neutro. O paciente será claramente orientado para os cuidados ao lavar os cabelos nessa fase inicial do pós-operatório.

Pré-operatório de Implante Capilar

Após conversar com o médico e esclarecer todas as dúvidas, esse indicará ao paciente alguns exames de rotina, que se recomenda que sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia.

Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será solicitada. Em determinados casos (de cirurgias associadas) pode-se pedir outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico.

É importante lembrar-se das recomendações gerais para as cirurgias, como:

  • Não usar por, no mínimo 15 dias, medicamentos à base de Ácido Acetilsalicílico (AAS), anticoagulantes, corticoides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer.
  • Abster-se do fumo por quatro semanas antes da operação.
  • Jejuar de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia).
  • Comunicar ao médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares ou alguma outra recomendação que venha a ser pertinente.
  • Guardar em casa objetos pessoais, como joias e bijuterias.
  • Tomar banho antes de ir para o hospital, lavando bem o couro cabeludo.
  • Será necessário levar uma blusa aberta (que não necessite passar pela cabeça) para a volta para casa.
  • É importante a presença de um acompanhante para a alta, pois não será permitido dirigir nesse momento.
  • Acordar em jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao hospital uma hora antes da cirurgia, com acompanhante.

Pós-operatório de Transplante Capilar

Normalmente essa cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. Mesmo assim, se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolve bem e será recomendado na prescrição de pós-operatório. Somente se devem usar medicamentos recomendados pelo médico, seguindo-se todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica.

É melhor que as dúvidas sejam esclarecidas com quem fez a operação, ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o caso.

O paciente receberá alta hospitalar tendo todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

  • Não dirigir no pós-operatório imediato.
  • Repousar ao chegar a casa, com a cabeceira elevada por almofadas ou travesseiros cerca de 30° em relação ao resto do corpo; não há restrições para a posição de dormir.
  • Tomar banho sem molhar o curativo.
  • Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (o que é normal e não deve causar sustos). Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela.
  • Após a retirada do curativo (1º ou 2º dia), lavar a cabeça sem esfregar o couro cabeludo e utilizar o xampu recomendado pelo médico. Jamais usar duchas de jato forte na área operada; usar uma toalha macia para secar os cabelos, deixando-a exclusivamente para esse uso, comprimindo o couro cabeludo levemente ao enxugar e não o esfregando. Esses detalhes são muito importantes e serão esclarecidos na primeira troca de curativo.
  • O paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.
  • Os pontos da área doadora serão retirados entre 12 a 15 dias. O edema (inchaço) normalmente poderá aumentar nos quatro primeiros dias, chegando até as pálpebras. Isto é o normal e não deve ser considerado como um problema. Haverá formação de crostas junto aos implantes, que não podem ser removidas em hipótese alguma. Aos poucos, elas cairão sozinhas (por volta de 10 a 12 dias), deixando os fios integrados.
  • Não há necessidade de repouso no leito no dia seguinte à cirurgia. O paciente poderá voltar para suas atividades normais, respeitando os limites referidos.
  • Na evolução do crescimento capilar existem três fases distintas (crescimento, queda e repouso) as quais são reproduzidas nos fios transplantados. Assim, até cerca de 2 meses, os fios transplantados cairão, voltando a crescer algumas semanas depois (com cerca de 3 meses) de forma definitiva. É uma fase de ansiedade natural, que é contornada quando se tem o conhecimento das informações evolutivas da cirurgia da calvície.
  • O paciente não deve expor-se ao sol nos primeiros 30 dias da cirurgia, evitando também as atividades físicas intensas.
  • Normalmente, recomenda-se o uso de alguns produtos que estimulam o crescimento capilar. Tudo isso será orientado no momento nas receitas.


DR. FREDERICO VASCONCELOS // CIRURGIÃO PLÁSTICO
  • Formado em Medicina pela Faculdade de Ciencias Médicas de Minas Gerais - FCMMG - BH/MG.
  • Especialização em Cirurgia Geral pelo Hospital Biocor - Nova Lima Grande BH/MG.
  • Especialização em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário São José / Feluma-FCMMG - BH/MG.
  • Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.
  • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
  • Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia.
  • Membro do Conselho Regional de Medicina de MG.
  • Membro do Conselho Regional do ES.
  • Membro do Corpo Clínico de Cirurgia Plástica do Hospital Materdei.
  • Membro da Equipe de Cirurgia Plastica do Hospital Villa da Serra.
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